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Agricultura 14/03/2024

Oito motivos para o Brasil apostar na taxonomia verde

Zé Silva
Zé Silva
Deputado federal, presidente estadual (MG), coordenador de Agricultura Familiar da Frente Parlamentar da Agropecuária e Presidente da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável
Oito motivos para o Brasil apostar na taxonomia verde
Foto: reprodução | Atividades econômicas sustentáveis e incentivos fiscais

O Brasil, como um protagonista significativo no cenário global, pode colher uma gama diversificada de benefícios com a implementação da Taxonomia Verde. Este sistema de classificação de atividades econômicas sustentáveis, desenvolvido pela União Europeia (UE), tem como propósito guiar instituições financeiras e empresas em direção a práticas que gerem impactos positivos no meio ambiente e contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. Ele não apenas fortalece sua imagem sustentável perante investidores internacionais, mas também impulsiona setores estratégicos rumo a uma abordagem mais responsável.

O Projeto de Lei 2838/2022, de minha autoria, ao estabelecer normas e diretrizes, visa direcionar benefícios fiscais e creditícios para atividades com impactos positivos, fomentando a adoção de práticas sustentáveis em diferentes esferas da economia brasileira. A proposta estabelece, portanto, um marco fundamental para o desenvolvimento e aplicação da Taxonomia Ambiental e Social, abrangendo uma variedade de atividades econômicas, projetos de infraestrutura e tecnologias, com o intuito de incentivar o crescimento econômico aliado à responsabilidade ambiental.

Abaixo, apresento alguns dos benefícios que o país poderá colher ao abraçar a Taxonomia Verde:

•             Combate ao Greenwashing:

A taxonomia verde emerge como uma ferramenta eficaz na luta contra o greenwashing, assegurando que empresas adotem práticas sustentáveis de fato, e não apenas aleguem comprometimento ambiental de forma superficial.

•             Orientação para investidores e empresas:

A Taxonomia fornece uma diretriz clara tanto para investidores quanto para empresas, orientando-os na escolha de atividades econômicas que não apenas minimizem danos ambientais, mas também contribuam positivamente para a sustentabilidade.

•             Melhoria na avaliação dos impactos socioambientais:

Com a classificação realizada por órgãos fiscais competentes, instituições financeiras e investidores, é possível obter uma avaliação abrangente e especializada dos impactos socioambientais e climáticos das atividades econômicas, possibilitando uma tomada de decisão mais informada.

•             Englobar temas estratégicos:

A Taxonomia no Brasil não se limita apenas a questões globais, mas inclui também temas estratégicos e prioritários para o país, como questões sociais e de biodiversidade, promovendo uma abordagem inclusiva e holística.

•             Identificação de atividades danosas e benéficas:

Além de identificar atividades benéficas, a taxonomia também rotula aquelas que são danosas, redirecionando fluxos financeiros de práticas prejudiciais para aquelas que promovem benefícios socioambientais, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis.

•             Garantia de saldo positivo:

A proposta garante que atividades rotuladas como “verdes” não causem danos equivalentes ou maiores do que seus benefícios, assegurando um saldo positivo na busca por práticas sustentáveis.

•             Consideração de nuances:

Reconhecer e rotular nuances dentro das atividades é essencial, pois existem variações de impacto benéfico ou prejudicial que requerem uma abordagem mais refinada na classificação.

•             Incentivos financeiros:

Por fim, a taxonomia cria incentivos financeiros para empresas de todos os portes, estimulando a adoção de práticas sustentáveis sem prejudicar os aspectos econômicos, o que impulsionará a economia verde no Brasil.

Esses benefícios destacam a importância e o potencial transformador da Taxonomia Verde para o Brasil, posicionando-o como um líder na promoção da sustentabilidade econômica e ambiental.