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Participantes do 4o. Lidera+ conhecem a Câmara dos Deputados
O Solidariedade Mulher, a Fundação 1º de Maio e a Liderança do Solidariedade na Câmara realizaram, em Brasília, nos dias 23 e 24 de abril, a conclusão da 4ª edição do Lidera+, um programa de capacitação política desenvolvido pelo partido, voltado para mulheres com engajamento político e interesse na disputa por cargos eletivos na administração pública.
O grupo, composto por mais de 70 mulheres vindas de todo o país, visitou o Tribunal Superior Eleitoral e a Câmara dos Deputados, em Brasília, para aprender como funciona a Justiça Eleitoral e conhecer o trabalho do Parlamento Federal.
Foco na segurança da mulher
Na Câmara dos Deputados, as participantes do programa assistiram a uma apresentação sobre o funcionamento da Casa e da atuação do Solidariedade, além de visitarem o espaço. Andrea Envall, presidente da Fundação 1° de Maio, explicou durante a reunião que o Lidera+ não é apenas um curso de formação política, mas uma incubadora de candidaturas competitivas que visa aumentar a representatividade feminina no Congresso e nos estados:
“Percebemos que não basta ter mulheres na legenda; é preciso ter mulheres competitivas.”
Em 2026 o Lidera+, além de preparar suas participantes para as Eleições em Outubro, focou no combate à violência contra a mulher em suas mais diversas formas. Samanta Costa, idealizadora do Lidera+, apresentou uma carta das mulheres participantes voltada ao Brasil e à Câmara dos Deputados.
O documento reconhece o esforço do Parlamento em combater a violência contra a mulher e cobra que essa iniciativa mantenha o impulso na direção de ações em prol da segurança e da defesa dos direitos das mulheres. Leia a íntegra da Carta aqui.
Samanta também ressaltou a importância da finalização do evento e diplomação das participantes na capital do país:
“O encerramento do programa em Brasília não é apenas uma oportunidade de conhecer o Poder Legislativo e a Justiça Eleitoral: é o momento de legitimar o espaço ocupado pelas mulheres na política brasileira.”
Em prol das candidaturas femininas
Durante o evento, uma sugestão legislativa elaborada pela Fundação Primeiro de Maio foi apresentada aos parlamentares que compareceram à reunião. O texto estabelece como gastos eleitorais as despesas de apoio à candidatura de mulheres com dependentes.
Contratação de serviços de cuidadores, mensalidades de creches e transporte de dependentes e cuidadores, por exemplo, podem ser reconhecidas como gastos eleitorais durante o período de campanha. O limite máximo do gasto é de 3 salários mínimos para cada dependente de até 12 anos.
A sugestão legislativa, inspirada pelas dificuldades relatadas por participantes do Lidera+ durante suas campanhas, será protocolada na Câmara dos Deputados pelo deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade.
Participação de parlamentares
A palestra contou com a participação do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, e dos deputados do Solidariedade Paulinho da Força (SP) e Ribeiro Neto (MA).
Motta reafirmou o compromisso da Câmara com a segurança das mulheres e destacou que diversos pontos mencionados por Samanta e Andrea já fazem parte da agenda prioritária da Casa. O presidente também expressou satisfação em conhecer o programa:
“O Solidariedade é um dos poucos partidos que realiza, com seriedade e profissionalismo, um programa tão amplo voltado às mulheres. Essa iniciativa precisa ser ampliada.”
Ribeiro Neto concordou com Motta e reiterou que o Lidera+ é essencial para preparar as mulheres para que alcancem uma performance eleitoral capaz de transformar a cota mínima de 30% de candidatas em um número cada vez maior de mandatos femininos:
“Eu vejo também que nós, homens, devemos agir como instrumentos potencializadores da ocupação desse espaço político pelas mulheres.”
Paulinho da Força afirmou que o programa é motivo de orgulho para todos os filiados do Solidariedade e se comprometeu a trabalhar pela aprovação da sugestão legislativa apresentada:
“A proposta integra as demandas da vida real ao processo eleitoral e assegura que o apoio às mulheres vá além da retórica e se transforme em ação concreta. Vamos trabalhar com o Hugo para aprovar esse projeto e garantir que, quando uma mulher decide avançar, ocupar o centro das decisões e transformar o país, ela encontre no sistema legal a estrutura necessária para que seus direitos políticos sejam respeitados.”
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Bruno Angrisano / Solidariedade na Câmara