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Política 06/08/2026

Os melhores políticos não nascem do poder. Nascem da dor.

Letícia Leal
Letícia Leal
Candidada a deputada federal (DF)
Os melhores políticos não nascem do poder. Nascem da dor.
Minha história começou com uma dor.Mas eu me recuso a permitir que ela termine apenas como uma lembrança ruim.

Eu não entrei na política porque buscava um cargo. Entrei porque a dor me obrigou a enxergar o que milhões de brasileiros vivem todos os dias.

Durante muito tempo, acompanhei a política como a maioria das pessoas: acreditando que ela existia para resolver os problemas da sociedade. Mas a vida me mostrou que, quando a gestão falha e a responsabilidade desaparece, quem paga a conta são as famílias.
Eu vivi isso.Perdi meu pai e minha avó por causa de um sistema de saúde que não conseguiu oferecer o atendimento que eles precisavam. Não foi apenas uma perda familiar. Foi o momento em que compreendi que, por trás de cada estatística, existe uma cadeira vazia na mesa, um filho que perde o pai, uma neta que perde a avó, uma família inteira marcada por uma dor que poderia ter sido evitada. Foi nesse momento que a política deixou de ser um assunto distante e passou a ser um compromisso.

Desde então, percebi que a saúde pública não precisa de discursos. Precisa de gestão. O Brasil arrecada impostos suficientes para oferecer um atendimento digno à população. O Distrito Federal tem condições de ser referência em qualidade dos serviços públicos. O problema nunca foi apenas a falta de recursos. O problema é permitir que o dinheiro público seja desperdiçado, mal administrado ou desviado do seu verdadeiro destino.

Enquanto houver desperdício e corrupção, faltarão medicamentos, profissionais, leitos e exames.
Por isso, acredito que a principal missão de quem ocupa um cargo público é fiscalizar. É fechar as torneiras da corrupção, exigir transparência, cobrar resultados e garantir que cada real pago pelo cidadão volte para ele em forma de serviços públicos de qualidade.
Essa mesma sensibilidade me fez olhar para outra realidade que conheci de perto: a das mulheres que sustentam seus lares e carregam praticamente sozinhas a responsabilidade pela família.

Hoje, aproximadamente 47% dos lares do Distrito Federal têm uma mulher como principal responsável pela família. Esse dado não representa apenas um número. Representa milhões de histórias de coragem, esforço e renúncia.
São mulheres que acordam cedo, trabalham, cuidam dos filhos, administram a casa e ainda enfrentam a insegurança de não saber se conseguirão atendimento médico, uma vaga em creche ou oportunidades para crescer profissionalmente.

Quando uma mulher não consegue trabalhar porque não tem com quem deixar seus filhos, toda a sociedade perde. Quando ela desiste de empreender por falta de apoio ou excesso de burocracia, perdemos geração de empregos, arrecadação, desenvolvimento e dignidade.
Cuidar das mulheres não é favorecer um grupo específico. É fortalecer a base da nossa sociedade.
Uma mulher apoiada gera oportunidades. Uma família fortalecida forma cidadãos melhores. Uma sociedade que cuida de suas crianças constrói um futuro mais seguro.

É por isso que acredito que saúde e apoio às mulheres não são pautas isoladas. Elas caminham juntas. Quando organizamos as prioridades, quando combatemos o desperdício e administramos os recursos públicos com seriedade, o resultado aparece em todas as áreas. A saúde melhora. A educação evolui. A segurança ganha investimentos. A cultura, o esporte, o lazer e o turismo também recebem atenção. Dinheiro existe.

O que falta é coragem para administrar bem, definir prioridades e impedir que os recursos públicos continuem escorrendo pelo ralo da corrupção. Não acredito que a política deva servir aos interesses de quem ocupa o poder. Acredito que ela deve servir às pessoas comuns. À mãe que espera atendimento para um filho. Ao paciente que aguarda um exame. Ao trabalhador que paga seus impostos esperando, em troca, um Estado eficiente.

Minha história começou com uma dor.
Mas eu me recuso a permitir que ela termine apenas como uma lembrança ruim.

Escolhi transformar essa dor em propósito. E acredito que são justamente as pessoas que conhecem o sofrimento de perto que entendem o verdadeiro significado de cuidar da vida, do dinheiro público e das famílias.
Porque, no fim das contas, os melhores políticos não nascem do poder.
Nascem da dor.