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Vacinação 09/04/2026

A importância da ciência e das políticas públicas na imunização

Monica Calazans
Monica Calazans
Secretária municipal do Solidariedade (SP)
A importância da ciência e das políticas públicas na imunização
Vacinas não são apenas uma conquista da ciência. São uma conquista da sociedade, da saúde pública e das políticas públicas que colocam a vida em primeiro lugar.

Vacinas não são apenas uma conquista da ciência. São uma conquista da sociedade, da saúde pública e das políticas públicas que colocam a vida em primeiro lugar.

A primeira vacina do mundo foi criada em 1796, pelo médico inglês Edward Jenner, para combater a varíola. Curiosamente, naquela época os cientistas ainda nem conheciam os vírus. O primeiro vírus só seria identificado em 1892, quase 100 anos depois.

No Brasil, a vacina contra a varíola chegou em 1804. A resistência da população marcou aquele período e culminou na Revolta da Vacina. Mas, ao longo do tempo, a informação e a saúde pública venceram o medo. Cerca de 200 anos depois da descoberta da primeira vacina, a varíola foi erradicada no mundo.

Em 1961, a vacina Sabin chegou ao Brasil e deu início às primeiras grandes campanhas de vacinação em massa. Em 1973, foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), uma das políticas públicas mais importantes da história do país. Em 1977, nasceu a caderneta de vacinação, garantindo mais controle, prevenção e cuidado para milhões de brasileiros.

Em 1980, o Brasil realizou o Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, mobilizando o país inteiro contra a paralisia infantil. Em 1986, nasceu o Zé Gotinha, personagem que se tornou símbolo da vacinação e da infância de gerações de brasileiros. E, em 1994, veio uma conquista histórica: o Brasil recebeu a certificação da erradicação da poliomielite.

Nada disso aconteceu por acaso.

Cada avanço foi resultado de investimento em ciência, fortalecimento do SUS e políticas públicas que colocaram a vida acima de qualquer interesse. Porque política pública de verdade é aquela que chega ao posto de saúde, entra na casa das pessoas e protege quem mais precisa.
Toda vacina passa por um processo rigoroso de pesquisa, testes de segurança e produção em larga escala. Isso pode levar anos. Hoje, existem diferentes tecnologias, como vírus atenuado, vírus inativado e RNA mensageiro.

Foi graças ao avanço da ciência e da tecnologia que as vacinas contra a COVID-19 puderam ser produzidas em tempo recorde, sem abrir mão da segurança e da eficácia.

Atualmente, o SUS oferece gratuitamente vacinas para crianças, adultos e idosos contra doenças como tétano, hepatite, sarampo, caxumba, rubéola, HPV, meningite, dengue, tuberculose, influenza, pneumonia, rotavírus e COVID-19.

Mais do que nunca, é preciso defender a ciência, combater a desinformação e fortalecer o SUS. Porque saúde pública não é acaso, é resultado de decisão política, de investimento e de compromisso com a vida.

Sem ciência, não há proteção. Sem o SUS, não há justiça social. E não há futuro para o Brasil quando a mentira tenta ocupar o lugar da verdade.

Vacina no braço, informação de qualidade e responsabilidade pública: é assim que se constrói um país mais justo, mais humano e mais solidário.