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Ribeiro Neto quer mais transparência com atrasos em atendimentos de saúde
Atrasos em atendimentos de saúde, como consultas ou exames, não são incomuns. Uma consulta ou procedimento que deveria ser simples pode sofrer com imprevistos ou complicações, e isso vai atrasando o agendamento dos pacientes seguintes.
Enquanto a ocorrência desses atrasos é compreensível, o tempo e a organização das pessoas que foram afetadas por esses atrasos deve ser considerada também. Afinal de contas, muitas vezes não é possível esperar por um atendimento, uma consulta ou exame que já não vai ocorrer na hora acordada. O paciente então passa por todo o estorvo de remarcar uma consulta e desperdiçar numa sala de espera o tempo que estava destinado ao cuidado com sua própria saúde.
Transparência
O deputado do Solidariedade Ribeiro Neto (MA) apresentou o Projeto de Lei 1737/2026, que pode ajudar o paciente a decidir o que fazer quando um atraso desses acontece. A proposta do parlamentar determina que atrasos de mais de 30 minutos em qualquer atendimento de saúde agendando devem ser informados de forma clara, adequada e imediata. Isso significa que o aviso do atraso deve conter:
- O motivo ou justificativa para o atraso;
- O tempo estimado de espera;
- A possibilidade de remarcação do atendimento;
- A orientação quanto à manutenção ou reorganização da fila de atendimento.
Os estabelecimentos de saúde deverão adotar mecanismos de comunicação acessíveis e adequados aos pacientes, inclusive por meio eletrônico, para enviar essas informações.
O texto também diz que o paciente, diante dessas informações, poderá optar pela remarcação do atendimento. A posição dele na fia de atendimento também deve ser respeitada, de acordo com o que ele definir.
Decisão informada
Ribeiro Neto argumenta que a realidade dos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, marcada por atrasos frequentes em atendimentos agendados (muitas vezes sem qualquer comunicação ou esclarecimento aos pacientes), gera insegurança, desgaste emocional e sensação de desrespeito, comprometendo a relação de confiança entre o usuário e o serviço de saúde:
“Embora os atrasos possam decorrer da própria dinâmica da assistência à saúde, é dever dos estabelecimentos assegurar que o paciente seja devidamente informado de forma clara e tempestiva. Essa proposta não interfere na autonomia médica nem na priorização por critérios clínicos, mas busca garantir transparência e respeito ao paciente, permitindo que este reorganize seu tempo e tome decisões informadas. É uma medida simples, de baixo custo e alto impacto na humanização do atendimento, que contribui para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde e para o fortalecimento da relação entre usuários e prestadores.”
A proposta está pronta para análise na Câmara dos Deputados.
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Bruno Angrisano / Solidariedade na Câmara