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Lidera+ 23/04/2026

Carta das Mulheres do Lidera+ ao Brasil e à Câmara dos Deputados

Carta das Mulheres do Lidera+ ao Brasil e à Câmara dos Deputados
Foto: Karen Winsk

Nós, mulheres de diferentes estados, histórias e realidades, reunidas pelo programa Lidera+, chegamos a Brasília como parte do Brasil que decidiu não esperar mais. Chegamos formadas pela experiência, pela luta e pela necessidade. Chegamos porque entendemos que política é mais um espaço a ser ocupado.

O Solidariedade nos reúne sob um gesto simples e profundo: o de abraçar, que esse abraço vai além do acolhimento. Abraçar, para nós, é assumir responsabilidade. E o Brasil exige isso da gente. Exige diante da violência que insiste em se reinventar, seja física, política ou simbólica. Exige diante de uma realidade onde mulheres ainda são interrompidas, desacreditadas e afastadas dos espaços de decisão. Sabemos que o caminho até aqui foi pavimentado por desafios que tentaram nos silenciar.

Vimos, em fatos recentes, a justiça brasileira dar passos fundamentais: o fim definitivo da tese da “legítima defesa da honra” pelo STF em 2026 e a tipificação da violência vicária, aquela que tenta nos ferir através do que temos de mais sagrado: nossos filhos.

O Brasil que abraçamos hoje é um país que não tolera mais que o feminicídio seja apenas uma estatística, mas um crime combatido com o rigor de novas leis e o monitoramento eletrônico de quem ousa nos ameaçar. Nós não aceitamos mais viver com medo; nós escolhemos viver com voz. Por isso, trazemos propostas. Trazemos dados. Trazemos a vivência de quem conhece o problema na prática. Estamos aqui para propor caminhos.

Hoje, apresentamos nesta Casa uma Sugestão Legislativa onde queremos que uma mulher com filhos não seja penalizada por sua maternidade. A “Economia do Cuidado” recai desproporcionalmente sobre as mulheres, impedindo que lideranças competitivas dediquem o tempo necessário às suas campanhas. Em linha com as conquistas de 2025 sobre a proteção à maternidade e o enfrentamento à violência vicária, esta SUG propõe que o uso de recursos do Fundo Partidário para serviços de cuidado seja regulamentado como despesa essencial de campanha, garantindo que o “abraço” do partido chegue à realidade doméstica da candidata.

Este manifesto ecoa a voz de mulheres prontas para vencer. Somos vereadoras, prefeitas e deputadas em gestação. O Solidariedade acredita que o lugar da mulher é onde ela quiser, e nós queremos o centro da decisão. Porque quando uma mulher avança, nenhuma outra fica para trás.

O Lidera+ não forma apenas candidatas. Forma mulheres que decidiram não se retirar. E quando uma mulher decide permanecer, ela muda o ambiente. Quando várias permanecem, elas mudam a política. Quando ocupam, transformam o país. Com compromisso de não recuar. Compromisso de não silenciar. Compromisso de transformar o que ainda não foi feito.

O Solidariedade abraça o Brasil.
E nós estamos aqui para garantir que esse abraço se transforme em ação em prol das mulheres.

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